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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Hellblazer: Constantine




Hellblazer é uma série em quadrinhos lançada em 1988, protagonizada pelo personagem John Constantine, e com o selo Vertigo, uma divisão da DC Comics.
O personagem foi criado por Alan Moore , Steve Bissette e Jamie Delano, para a série em quadrinhos Monstro do Pântano na edição 37 de 1985, Constantine ficou tão popular que ganhou sua própria série em quadrinhos, sendo um sucesso mundial.

uma das capas dos quadrinhos




John Constantine é um mago feiticeiro das ruas, caçador de demônios e criaturas sobrenaturais, é negligente, irresponsável, mulherengo e muitas vezes vigarista e um fumante compulsivo, tanto que possui um câncer que o prejudica a ponto de sofrer perigo de vida.
Mas apesar disso ele é muito eficiente no que faz, sendo um mago poderoso e sábio além de muito corajoso, a ponto de meter medo e desafiar os piores tipos de demônios.
O visual do personagem foi inspirado no músico Sting, um ícone da música nos anos 80, mas com o passar dos anos, Constantine foi se diferenciando do Sting, tendo características físicas mais distíntas e originais.
Como um mulherengo e canalha de primeira, Constantine já teve muitas namoradas, e chegou até se relacionar com uma Succubus (demônio feminino que se alimenta de energia sexual) consequência desse fato é que ele contraiu uma espécie de doença demoníaca da criatura, o atormentando por um bom tempo.

um dos "confrontos" de constantine com uma succubus


Apesar de ser um dos maiores feiticeiros do mundo, Constantine não utiliza muito a magia em seus combates, só quando é realmente necessário, ao invéz disso ele vence seus inimigos usando a inteligência, alguns tipos de armas e quando conveniênte até seus próprios punhos.
As habilidades de Constantine são vastas, desde manipulador de magia negra, necromancer, sincronizador de ondas, evocador de almas e o dom de advinhação, fazendo Constantine ser um dos personagens mais poderosos do mundos dos quadrinhos.


constantine invocando um círculo de magia


Seu leque de inimigos varia de vampiros, demônios, fantasmas, assassinos, líderes de seitas,bruxos, zumbis e muitos outros tipos de aberrações, todos envolvidos de alguma forma no universo sobrenatural.
Um fato muito curioso nos quadrinhos Hellblazer, é que Constantine envelhece com o passar dos anos, fato muito raro no mundo dos quadrinhos, já que a grande maioria dos personagens de HQ não sofrem essa alteração física, então nas sagas de Constantine, podemos vê-lo com 20, 30 e 40 anos conforme os anos e as sagas passam, deixando a obra com um tom mais realista, se diferenciando as demais.
A série Hellblazer teve suas publicações finalizadas na edição 300 em 2013, e foi substituída pela série de nome Constantine, uma espécie de remake, que faz parte do arco Os Novos 52, o reboot do universo DC, onde apresenta um Constantine mais jovem, ainda no início de suas aventuras.

a nova série em quadrinhos de constantine


E já fazendo parte do arco Novos 52, a DC lança em 2011 a franquia Liga da Justiça Sombria, liderada por John Constantine, e tendo outros personagens na equipe, tais como Zatanna, Shade, Deadman, Madame Xanadu, entre outros, e diferente da Liga da Justiça que conhecemos, essa equipe não luta contra aliens mutantes nem ameaças globais, mas sim contra forças malignas sobrenaturais, quase sempre vindas do inferno.


A liga da justiça sombria, liderada por constantine


John Constantine já viveu aventuras crossovers ao lado de Batman, Capitão Marvel e até da própria Liga da Justiça habitual, dando uma força aos heróis no quesito sobrenatural da trama.
Hellblazer se passa no nosso universo urbano e conteporâneo, e está na lista de quadrinhos adultos, pois abrange vários temas sérios da vida real, tais como HIV, conflitos religiosos, preconceito, sexo, uso de drogas, racismo, e ocultismo, outros quadrinhos do gênero adulto são Preacher, Sandman, O Corvo, Watchman, Sin City entre outros, todos elem considerados obras-prima. 






Devido ao sucesso dos quadrinhos, foi lançado em 2005, uma adaptação para os cinemas da obra, estrelado pelo ator  Keanu Reaves, e apesar de ser um pouco diferente dos quadrinhos ( Constantine nos quadrinhos é loiro, no filme é moreno) e as críticas dos fãs mais exigêntes, o filme se saiu bem pois é muito divertido e empolgante.
Fruto do filme veio um game baseado no mesmo, lançado também em 2005 para Playstation 2, Xbox e PC, é um bom game de ação com atmosfera sombria, se você curtiu o filme vai também se interessar pelo game.

poster do filme, lançado em 2005


Existem planos futuros de Constantine voltar para as telas em uma série de TV e um aguardado filme da Liga da Justiça sombria, vamos esperar e ver como vai desenrolar isso, só espero que saiam bons trabalhos, pois o personagem merece!

Após tudo isso percebemos que John Constantine é um dos maiores anti-heróis dos quadrinhos, ao lado de Wolverine, O Corvo, Faust, Justiceiro, Spawn, Sandman, e tantas outra figuras que tanto gostamos, e apesar da série Hellblazer não ter atingido muito o público mainstream, é uma das obras mais bacanas já lançadas nos quadrinhos, principalmente pra quem curte atmosfera obscura, trevas e ocultismo.

Vou ficando por aqui, espero que tenham gostado da postagem, não se esqueça de comentar, compartilhar e dar uma olhada também no nosso canal no Youtube.
Abraços e até breve!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Street Fighter: os quadrinhos brasileiros


                                                           (Por Mário Kazama)

Em 1993, uma produtora americana desconhecida (pra não falar fuleira) a Malibu comics, conseguiu os direitos autorais da própria Capcom para publicar uma série de quadrinhos baseados na franquia, rapidamente esses quadrinhos migraram para o Brasil, pela editora Escala e rapidamente fez seu devido sucesso, pois Street Fighter era febre no mundo todo e tudo quanto é bugiganga que saia no mercado sobre o game a molecada pirava!
O que não agradou foi um enredo estranho e os traços mesmo sendo padrão na época, não agradaram o pessoal que era acostumado a ver as belas artworks feitas pela Capcom, na trama tínhamos Ryu e Chun li tendo um caso amoroso, Ken fazendo propaganda de tubaína e muitos dos dialogos eram bem toscos, mas o erro fatal foi na segunda edição, onde Sagat aparentemente mata o Ken com uma faca !
Tamanha escrotice só durou 3 edições, pois a Capcom não gostou do enredo cretino e cancelou a revista.






Diálogos bobos e a morte de
Ken foram o ponto final  pra
essa série feita pelas mãos dos gringos...














A ÚNICA VANTAGEM DOS GIBIS GRINGOS PARA OS BRASILEIROS,
É QUE A TRAMA É MAIS ADULTA E SEGUE UMA LINHA
MAIS RACIONAL E MENOS INFANTIL.




No nosso país essas revistas já haviam sido publicadas e já  estava fazendo sucesso na mão da molecada, com a revista americana sendo cancelada, a primeira tentativa foi trazer o mangá japonês (que foi lançado antes dos quadrinhos) pra cá, assim iria substituir os quadrinhos gringos, tentativa fracassada, então os próprios caras da editora Escala decidiram desenhar e elaborar as histórias fazendo os quadrinhos totalmente nacionais á partir da edição numero 4!






Ok, mas vamos analisar os quadrinhos brazucas...

Pontos positivos: Os traços estavam incrivelmente bem feitos, bastante coloridos e bem realçados, ficou muito parecido com os mangás orientais, a editora até aproveitava alguns artworks originais e usavam nas páginas dos quadrinhos.
As cenas de luta eram bem elaboradas, as magias e golpes explodiam nas páginas e era muito bacana ver isso e saber que esses belos traços eram de autoria brasileira, sendo muito mais bonitos do que os desenhos
dos quadrinhos da Malibu.
Valendo lembrar que esses quadrinhos eram muito divertidos e faziam sucesso, pois estavamos vivendo a street fighter mania, filmes, animes e novos games estavam sempre pipocando no mercado e os quadrinhos eram mais um desses produtos que expandiam o sucesso da franquia para a alegria da nação.
A criatividade dos produtores de conseguir juntar a trama do filme animado, com o anime e a serie americana tambem foi uma boa cartada para fazer um enredo interessante.
Os produtores na época não tinham muitas fontes de inspiração para criar o enredo, as poucas fontes era os poucos desenhos e filmes, algumas revistas de games, os manuais dos cartuchos e as histórias citadas no próprio game quando se termina com determinado lutador, então vendo por esse ponto, podemos dizer que eles fizeram um bom trabalho, juntando e elaborando a trama com poucos recursos e inspirações, e conseguindo fazer um trabalho satisfatório e divertido.













Pontos negativos: Certos pontos da história original foram descartados com o passar do tempo,e dava pra perceber que os roteiristas não jogavam o game e estavam meio por fora, pois eles se baseavam muito no filme do Van Damme e no desenho baseado no mesmo, transformando da trama somente numa guerra entre a equipe do bem contra a do mal, assim como no insano desenho gringo, esquecendo da parte séria do enredo, onde M.bison (Vega se preferir) tinha planos para manipular Ryu, Guile e sua sede de vingança contra M.bison e Sagat e sua obsessão por derrotar Ryu, muitas dessas coisas foram deixadas de lado, dando lugar a dezenas de edições com cenas de luta desenfreadas mas sem um contexto sólido e esclarecedor.
O fato de focarem demais no Guile e na Chun li tambem me incomodava, as vezes parecia que os protagonistas da trama eram eles e não Ryu e Ken, que muitas vezes eram jogados de lado e tinham poucos diálogos, sem contar que Ken tinha uma participação mais marcante do que Ryu, isso não ruim, mas se formos analisar o enredo original do game, Ryu deveria ser o foco da trama, e não os outros personagens.
O ápice dos quadrinhos foi na saga do Akuma, onde podíamos ver a rivalidade de Ryu contra Akuma, e o enredo estava ficando mais sério sem aquele lance do Guile ser o chefe do grupo e liderar uma guerra contra a Shadaloo, uma pena que a saga do Akuma só durou duas edições e não teve finalização, pois a revista foi cancelada por motivos até hoje desconhecidos, mas não foi por falta de vendas, pois os quadrinhos faziam muito sucesso.



a primeira edição dos
quadrinhos feito 100%
no brasil.

Quando Marcelo Cassaro, (o encarregado de escrever as 
publicações brasileiras) assumiu a frente do script, ele
escolheu continuar o enredo dos quadrinhos americanos,
com aquela história do Ken morto, mas de alguma forma ele iria
dar um jeito do personagem voltar a ativa, mas Marcelo só trabalhou em duas edições e depois saiu da equipe de produção do
gibi, dando lugar ao Alexandre Nagado, esse por vez decidiu
esquecer toda a trama dos quadrinhos gringos e começou uma
história totalmente diferente á partir da edição 6, e até o nome da revista mudou de Street Fighter para Super Street Fighter,
dando um reset na trama e começando tudo de novo, e na boa:
eu acho que o cara fez a coisa certa, a história de um Ken morto tava muito incômoda pra todo mundo!
Mas tamanha confusão com a troca de roteiristas e um rumo novo
na trama deixou alguns leitores meio perdidos, mas
esses fatos foram várias vezes esclarecidos nas próprias
páginas dos gibis.







Bom, mesmo com altos e baixos na trama, e uma leve despreocupação com o desenrolar da história, os quadrinhos Street Fighter são muito legais e merecem o seu lugar ao sol, ainda mais sendo uma publicação brasileira e de uma qualidade acima dos nossos padrões, marcou a infância de muitos viciados nos anos 90
e hoje em dia é meio raro de acha-los, virando um item cult na cultura
gamer, colecionadores e fanáticos pelo game assim como eu, procuram por essa obra a fim de relembrar a infância ou simplesmente colecionar como mais um item da franquia.
Eu consegui depois de muito tempo e esforço comprar quase todas as edições, só me falta 3 para completar essa coleção de raridades, e eu tenho muito orgulho da minha coleção, pois marcou em parte minha trajetória como fã do game e tem pra mim um valor sentimental, e mesmo não sendo tão bom quanto os atuais quadrinhos feitos pela Udon, gosto muito dessas publicações e
recomendo a todos os fãs da franquia, mesmo sendo uma leitura apenas por curiosidade, vale a pena e não deixa de ser divertido!





Se você tiver a fim de ler esses quadrinhos, aconselho a começar pelo número 6, que é onde recomeça a trama, com a saga CAMPO DE BATALHA, assim você não fica perdido no meio da trama americana que foi descartada e não se embola na história.

Vou deixar disponível pra download a saga campo de batalha, que como eu já citei ali em cima, começa na edição 6:






super street fighter edição 6  saga: campo de batalha:

link: http://www.mediafire.com/?q1mcy4dojwu









super street fighter edição 7  saga: campo de batalha:



link: http://www.mediafire.com/?nljyzfe3kmn









super street fighter edição 8  saga: campo de batalha:



link: http://www.mediafire.com/?nzwmmgnmzzd









MAS STREET FIGHTER NÃO APARECEU SÓ NESSA SÉRIE DE QUADRINHOS, TAMBÉM EXISTEM MUITAS OUTRAS, (sem contar os bizarros e insanos manhuas chineses), MAS VOU FALAR UM POUCO DAS MAIS POPULARES:

Antes do lançamentos dos quadrinhos americanos e brasileiros, teve uma série em mangá de Street Fighter feita no Brasil, era uma época onde quase não existia mangás para comprar nas bancas e pra se ler uma publicação oriental tinha que sair garimpando nas bancas por ai, então lança o infame mangá brazuca,
com traços muito bonitos, os ataques dos lutadores e até no nome dos golpes eram incrivelmente fiéis, mas sem história nem enredo nenhum era bobo e sem sentido, o mangá era meio que piratão, pois não tinha licença da Capcom para ser produzido e durou poucas edições, cheio de piadinhas insanas e diálogos cheios de gírias, os traços pareciam um pouco com Pocket Fighter, mas esse ainda não tinha sido lançado na época, e apenas da qualidade duvidosa, numa época onde o vicio pelo game dominada, era a única
coisa sobre o jogo que tinha no mercado, e hoje em dia só é recomendado para curiosos e colecionadores, pois apesar dos traços serem bonitos,é uma obra onde não se deve levar a sério, pois o enredo é inexistente!

CAPA E CONTRA-CAPA DO INSANO
MANGÁ BRASILEIRO, TAMBEM PUBLICADO
PELA EDITORA ESCALA, DUROU SÓ 3 EDIÇÕES.





Em 1995, com o lançamento do filme, a DC comics, fez a adaptação da película para os quadrinhos com uma edição única, com os traços muito feios que até parece que foram feitos ás pressas, foi lançado no Brasil tambem pela editora Escala como uma edição especial dos quadrinhos brazucas.
Só recomendo para colecionadores, pois apenar de ter uma história mais apalpável do que o filme, os desenhos são realmente estranhos e  feios de verdade!













Produzido em 1992 e lançado no começo de 93, o mangá
oriental do Street Fighter teve suas publicações lançadas nos E.U.A, mas infelizmente nunca foi lançado no nosso país,
com 8 volumes, licenciado pela Capcom, fez muito sucesso na terra do sol nascente, como foi lançado antes do game Super Street Fighter II, ele só mostra os 12 lutadores originais,
esse é muito raro hoje em dia, e por ter um conteúdo tão bacana, serviu até de inspiração para o filme animado e para os quadrinhos atuais feitos pela Udon.
Recentemente foi relançado na gringolândia pela Udon, como uma forma de homenagem á Masaomi Kanzaki, que com certeza merece a homenagem, por ser o percursor de alavancar Street Fighter em outras mídias fora dos games.







A série de comics da Udon foi lançada em 2003 e com a benção da Capcom foi muito bem sucedida, e é considerada a melhor adaptação do game para os quadrinhos, os traços são incríveis e a história muito convincente, conseguindo reunir os acontecimentos de todos os games da série numa trama forte e caprichada, foda demais e digna de competir com as grandes Marvel e DC comics, teve 53 edições.
Uma pena que até hoje não foi lançada no Brasil, e só podemos nos contentar com scanners traduzidos por fãs espalhados pela net.
Eu ainda aguardo com muita esperança que essa obra prima seja lançada aqui no Brasil.













Street Fighter Zero 3, mais uma publicação nacional publicada pela editora Trama, com roteiro de Marcelo Cassaro e ilustração da jovem Erica Awano, teve quatro edições publicas em meados de 99, com traços muito bonitos e um enredo que respeita boa parte do contexto do game, mostrando até a feroz luta de Ryu arrebentando o peito de Sagat com um Shoryuken, mesmo tendo alguns deslizes toscos na trama, são de qualidade superior aos quadrinhos da Escala, estranhamente apesar da qualidade aceitavel, não fez tanto sucesso quanto os quadrinhos da Escala, e hoje em dia é muito raro e é item pra colecionador!









Lançado em 96 somente no japão, esse mangá que só teve 2 edições conta o drama do jovem Ryu, lutando contra o poder maligno satsui no hadou.
Os traços são muto bonitos e a trama segue com
fidelidade os fatos do game, mas como sempre tem algumas liberdades encaixados no enredo.
Peça de importância na trajetória de fama do game e de muito boa qualidade, pois algunss fatos desse mangá foram usados pela Capcom e inseridos na
trama do game, um exemplo são as formas malignas evil ryu e shin akuma, que mais tarde apareceram no Street Fighter Alpha 2, jogo lançado um ano depois do mangá.
A obra foi relançada nos estados unidos em 2007, pela Udon, e dizem boatos que a New Pop pretende lança-lo aqui no Brasil, vamos aguardar e rezar pra que isso seja verdade!





Bom galera, encerro o post por aqui, espero que tenham gostado se gostou comente, se não gostou comente tambem, e se inscreva no blog e divulgue para seus amigos, assim você vai estar me dando uma força, termino esse post deixando uma foto da minha coleção de quadrinhos do Street:



meu tesouro, chodó do papai...






ABRAÇOS E ATÉ A PRÓXIMA !!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

quadrinhos: O Corvo

(Por Mário Kazama)





Eric Draven era um homem feliz. Tinha uma mulher a quem amava mais do que a si mesmo, uma casa que era seu castelo, um casamento que se aproximava e inúmeros sonhos para o futuro. Mas isso estava prestes a mudar.

Um dia, quando tentava consertar seu carro, que havia quebrado numa estrada, um bando de viciados o assassina sem nenhum motivo. Pior: ele presencia o estupro e assassinato de Shelly, o amor de sua vida.

Agora, um ano depois, a cidade de Detroit silencia ante um vingador que voltou dos mortos para reclamar vingança contra os assassinos. 



Esse é o enredo da obra de James O'Barr, um personagem criado pela tragédia, loucura, medo e caos.
Tive o privilégio de ler a série duas vezes, e posso confessar que fiquei bastante impressionado com a qualidade da obra por completo, ele é todo preto e branco, dando um tom bem noir e melancólico.




É até dificil descrever o sentimento que essa história passa, pra quem não é acostumado com drama psicológico pode se chocar um pouco.


A obra mostra como a vida pode ser cruel e irônica, e ao mesmo tempo mostra como a vingança é doce e dolorosa.


As diversas frases que Eric solta conforma a trama se passa, são muito impactantes, e mostra como o autor foi cuidadoso em criar o caráter do personagem, deixando o Corvo com um aspecto maléfico, irônico e cruel, mas MUITO cruel! Mas ao mesmo tempo, quando está sozinho no que sobrou do seu antigo apartamento, ele é muito meigo lembrando de como era feliz ao lado de sua amada, e fica muito claro que ele a amava mais que qualquer um de nós consiga amar alguém.






O gibi é fortemente violento, Eric arrebante as cabeças alheias com escopetas, pistolas, espadas, e algumas vezes até de mão limpa, com bastante ação, seguida pelas metáforas largadas pelo nosso anti-herói, pois além de ser um combatente imortal, ele demonstra um lado Ptico melancólico, e isso com certeza é o maior atrativo da trama.






eric blasfemando fortemente
contra Deus após navalhar os pulsos.






São poucas as cenas que não vão te prender, pois o visual da HQ, com o clima depressivo e sombrio tambem ajuda, mas 
uma "cena" que me fez ficar meio grilado, foi a que Eric corta os próprios pulsos, chorando loucamente e xingando Deus, não pelo fato dele blasfemar, mas pela a dor dele ser tão intensa á ponto dele querer destruir até Deus, isso causa um pouco de revolta também ao leitor...
Não sou fácil de me chocar, mas isso me deixou um pouco deprê, vendo o sofrimento, que por mais que seja ficção, abala da mesma forma.




Legal também é ver a forma como ele mata os inimigos, antes de dar fim dos caras, ele fala uma série de metáforas, deixando os caras meio perturbados e confusos, aí ele estraçalha, decepa e dilacera os membros dos inimigos.


Eric também tem um companheiro, Gabriel é um gato (na verdade uma gata) que ele acaba adotando, pois a dona dele é morta por um membro da gangue que ele persegue, e quando Eric dá seus espasmos de fúria, ele expulsa o gato de perto, pois ele acha o gato engraçado demais pra ficar ao lado dele, e tem também a garota Cherri (não confunda com Shelly), filha de Sandy, amante de um dos bandidos que o mataram, por viver desprezada pela mãe, ela vê em Eric uma figura paterna que nunca teve, e demonstra tanto carinho por ele, que chora quando ele se vai pra sempre, mesmo não tendo muita ideia de quem ele seja.








Eric é imortal, pois está morto, mas permanece vivo, nada o machuca, apenas atinge e chega a sangrar, mas não tem efeito algum, devido tambem ao seu fator de cura instantâneo, apenas ferimentos feitos por ele mesmo faz algum dano, como por exemplo os cortes nos pulsos.






O Corvo, depois de estrear nos quadrinhos em 89, foi transformado num cultuado filme estrelado por Brandon Lee em 94, que foi muito bem recebido pelos fãs, e gerou várias continuações e também uma série para a TV, mas todas elas não tão bem sucedidas quanto o primeiro filme.



Bem, acabo meu post por aqui, afirmando e indicando a todos, para que leiam essa obra definitiva e excepcionalmente maravilhoa que é essa HQ, muito melhor que aracnideos coloridos ou caras verdes e bombados, abordando um tema mais sério, sombrio e até polêmico, dou medalha de ouro pra esse grande classico, recomendade á todos que apreciam um bom livro, quadrinhos ou curte uma história de drama paranormal. Assista tambem o filme com Brandom Lee, que é tão bom quanto a HQ !


Existe previsão de um remake do primeiro filme, as filmagens se iniciam em 2014, vamos torcer pra que esse remake seja tão bom ou melhor que o filme original;
Esse é o único teaser poster publicado do novo filme até agora, e foi lançado na Comic Con desse ano:





Abraço á todos e obrigado pela atenção.


Valew !!






      "As pessoas acreditavam que quando alguém morria, um corvo carregava sua alma para a terra dos mortos, mas as vezes alguma coisa ruim acontecia, que uma tristeza terrivel era carregada com ela e a alma não podia descansar, mas algumas vezes, só algumas vezes, o corvo podia trazer essa alma devolta para acertas as coisas..."


"Não pode chover o tempo todo"...